Meu coração bate como um relógio:
Explodem-se as pilhas!
A alma velha de guerra, e o sorriso;
Janela aberta pelo tempo!
- E eu com isso?!
E custou pra mim até acreditar;
Você me ameaçou e então, eu pus-me à brincar;
Aí, você quis me tirar do teu bolso;
e acordei como quem é acordado ainda as escuras...
- Vamos, despertador! Já é cedo e precisas trabalhar!
John Borovisque.
(2010.)
domingo, 25 de dezembro de 2011
O poeta está morto
O poeta está morto
Ele não se matou, como o esperado
Algo lhe tirou a vida, de imediato.
O poeta está deitado
De olhos abertos, e sem sangue
O poeta está afoito
Pois, de coitado, só teve o coito
E de morto, só este poema.
John Borovisque
(2011.)
Ele não se matou, como o esperado
Algo lhe tirou a vida, de imediato.
O poeta está deitado
De olhos abertos, e sem sangue
O poeta está afoito
Pois, de coitado, só teve o coito
E de morto, só este poema.
John Borovisque
(2011.)
Caminho sob a lua
Eu caminho sob a lua
como qualquer apaixonado faria,
Com olhos fugindo das órbitas
te amando por não estar nua
No caminho sob a lua
e como qualquer garoto novo faria,
Sem olhos pra outras órbitas,
te amo por ser somente a lua.
John Borovisque.
(2011)
como qualquer apaixonado faria,
Com olhos fugindo das órbitas
te amando por não estar nua
No caminho sob a lua
e como qualquer garoto novo faria,
Sem olhos pra outras órbitas,
te amo por ser somente a lua.
John Borovisque.
(2011)
Cris
E agora, o que faço eu aqui
Depois de tanto ter nadado
Nas águas do teu amor,
O que me arrancou os braços, as pernas, menos a dor
De não teres me amado?
E agora? Mato-me aqui mesmo
Sem sombra ou ar fresco,
Nem um ombro pr'eu chorar?
Então, como fazes, Crisântemo, pra extravasar
Logo após o partir de sua Rosa, a lhe abandonar?
Quando eu fechar esta porta
Veja, ela não mais abrir-se-á;
Gastei tempos, todos só por ti a sorrir
E até tive dinheiros, mas nunca me tive a mentir
Mas, a porta está aberta, e nem sei se conseguirei fechá-la.
Eu sofro de uma dor
Da qual, jamais, desejarei que alguém a sofra;
Sim, eu sofro de amor
E estou morrendo por um amor, mas sem ao menos morrer!
Não falo e não vejo mais nada. Só procuro por você.
John Borovisque.
(2010)
Depois de tanto ter nadado
Nas águas do teu amor,
O que me arrancou os braços, as pernas, menos a dor
De não teres me amado?
E agora? Mato-me aqui mesmo
Sem sombra ou ar fresco,
Nem um ombro pr'eu chorar?
Então, como fazes, Crisântemo, pra extravasar
Logo após o partir de sua Rosa, a lhe abandonar?
Quando eu fechar esta porta
Veja, ela não mais abrir-se-á;
Gastei tempos, todos só por ti a sorrir
E até tive dinheiros, mas nunca me tive a mentir
Mas, a porta está aberta, e nem sei se conseguirei fechá-la.
Eu sofro de uma dor
Da qual, jamais, desejarei que alguém a sofra;
Sim, eu sofro de amor
E estou morrendo por um amor, mas sem ao menos morrer!
Não falo e não vejo mais nada. Só procuro por você.
John Borovisque.
(2010)
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
O Susto
Estenda-me a mão
E, com um não, me dê em troca
Qualquer e pouco trocado
Para este pobre coitado
Qualquer, sequer algum cuidado
Me dê algum trabalho:
Faça-me o trabalho
De estender tua mão.
John Borovisque.
(2011.)
E, com um não, me dê em troca
Qualquer e pouco trocado
Para este pobre coitado
Qualquer, sequer algum cuidado
Me dê algum trabalho:
Faça-me o trabalho
De estender tua mão.
John Borovisque.
(2011.)
Vida a três
E, enquanto levarmos uma vida a três,
tudo será diferente;
Levaremos você a lugares nos quais nunca esteve
Te amaremos com um amor
de quem, da vida, se absteve
por não ter te conhecido.
Teremos quem quisermos ter
(Escreva isto nalguma linha retida):
Seremos somente eu e você
e esta escrita, nossa e bem-resolvida.
John Borovisque.
(2011.)
tudo será diferente;
Levaremos você a lugares nos quais nunca esteve
Te amaremos com um amor
de quem, da vida, se absteve
por não ter te conhecido.
Teremos quem quisermos ter
(Escreva isto nalguma linha retida):
Seremos somente eu e você
e esta escrita, nossa e bem-resolvida.
John Borovisque.
(2011.)
Um pouco de luz
Tenho um pouco de luz
No fim do túnel
Desses meus olhos azuis -
Tanto que tenho um pouco -
Guardo um, leio com outro
Eu leio um pouco, mas leio.
Até quando, eu não sei
Terei esse tanto de luz
E o reflexo dos olhos azuis.
John Borovisque.
(2011.)
No fim do túnel
Desses meus olhos azuis -
Tanto que tenho um pouco -
Guardo um, leio com outro
Eu leio um pouco, mas leio.
Até quando, eu não sei
Terei esse tanto de luz
E o reflexo dos olhos azuis.
John Borovisque.
(2011.)
Assinar:
Postagens (Atom)